Girl gang: A força que me levou a ser produtiva sempre esteve em mim

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Fazer uma prática esportiva como o pole dance, com movimentos que meu corpo antes desconhecia a possibilidade, serviu para mostrar o quanto eu, mulher, sou capaz de ter força física e emocional para vencer e conquistar meus sonhos.

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14 de março de 2018

Girl gang: A força que me levou a ser produtiva sempre esteve em mim

14 de março de 2018 - 12:03 - atualizado em 14 de março de 2018 - 12:09

Ser forte sempre foi um desafio para mim. Desde adolescente eu romantizava relações e me colocava como um ponto frágil e dependente da outra pessoa. Costumava sofrer com minhas próprias dramatizações e repetição dos padrões mentais que me colocavam pra baixo, até que comecei a praticar o Pole Dance.

Fazer uma prática pesada, com movimentos que meu corpo antes desconhecia a possibilidade, serviu para mostrar o quanto eu, mulher, sou capaz de ter força física e emocional para vencer alguns obstáculos. E junto com a força, vem a flexibilidade, inclusive num sentido metafórico, porque ser flexível para mim, é passar por dores e situações inéditas e desconfortáveis, que por fim me ensinam a saber lidar com adversidades e a aceitar e me sentir melhor com o momento presente.

Apesar de todo esse processo, o resultado final de uma prática esportiva/artística como o pole, não acaba na escola de dança. Não é só sobre acrobacias, força física ou flexibilidade que eu quero falar. Quero falar sobre eu me sentir capaz de realizar grandes feitos e incentivar amigos e pequenos produtores regionais ao meu redor a crescerem com sua forma mais pura e sustentável.

Foi assim que nasceu a Feirinha no Quintal. Um evento beneficente que, ao meu ver, ajuda várias pontas da sociedade. Em um estágio ainda de amadurecimento, quando criei esse formato de evento, a necessidade inicial era arrecadar dinheiro para o Centro Comunitário Dr. Hugo Dehé, que atende a crianças e mães de uma comunidade em Campo Magro.

Eu estava cansada de ver alguns eventos realizados por outros voluntários da instituição que demandavam muito esforço e o rendimento não era tão satisfatório. Então, pensei nos eventos que eu gosto de participar e como parecia ser fácil atrair público: feira com marcas e artistas locais, que vendam seus produtos e contribuam com uma porcentagem simbólica como troca; pratos de comidas e lanches; drinks e chopp; bazar de roupas; atração musical e flash de tattoo. Isso tudo no quintal incrível da Casa Brasileira.

“Certo”, eu pensei, “o modelo de evento está criado, mas diferente do processo que pole dance me proporcionou, não será possível dar conta dessa superação sozinha. Preciso angariar voluntários e de uma equipe engajada, que tope minha proposta”. E foi incrível como muitos se identificaram com a causa e surgiram para ajudar. Alguns, inclusive, se tornaram bons amigos.

Quando olho pra trás e vejo as dificuldades do caminho que percorri entre uma mulher frágil até ter esclarecimento de causas e efeitos da minha personalidade, vejo que me tornei capaz de fazer tudo que eu quiser. A Feirinha vai para sua terceira edição em maio deste ano e cada edição é um desafio pessoal para vencer. Produzir eventos é algo que me traz satisfação e já faz parte de mim, ainda mais quando penso que posso estar ajudando diversas pessoas com atitudes positivas.

Karen Fernandes.

14 de março de 2018 - 12:03 - atualizado em 14 de março de 2018 - 12:09

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